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Mulheres que correm com lobos: um retorno ao sensível


Em 2020, o livro “Mulheres que Correm com os Lobos” ficou em segundo lugar na lista dos mais vendidos no site da Amazon do Brasil. Lançado no início dos anos 90, agora ele ganhou uma versão em capa dura pela Editora Rocco, e virou livro de cabeceira de inúmeras mulheres, que parecem buscar entender um pouco mais sobre elas mesmas.


No livro, a autora Clarissa Pinkola Estés, uma analista Junguiana, contadora de história, poeta e artista, discute como através dos tempos as mulheres foram privadas de sua natureza selvagem, de sua sabedoria ancestral, primitiva pela cultura.


Por meio de mitos, lendas e contos de fadas, a autora vai apresentando aspectos do psiquismo feminino muitas vezes desconhecidos das próprias mulheres. Ela também demonstra como isso se deu de diferentes formas ao longo dos tempos, assim como a repercussão na saúde dessas mesmas mulheres do abandono desses aspectos da natureza.


O livro, visto como essencial para quem se interessa pelo tema do sagrado feminino, propõe adentrarmos em nosso mundo interno, subjetivo, no que ele tem de mais profundo e conhecer aí uma força muitas vezes adormecida.


Para a autora, as histórias são uma forma de contato com a natureza, uma cura, um cuidado. Diz ela: “uma história é um medicamento que fortifica e recupera o indivíduo e a comunidade … histórias são muito mais antigas que a arte e a psicologia… As histórias conferem movimento à nossa vida interior, e isso tem importância especial nos casos em que a vida interior está assustada, presa ou encurralada” (Éstes, 2018 - p. 33-34).




Para ela, o livro é feito para dar coragem às mulheres.



De fato, não há como negar: uma pessoa, seja ela mulher ou homem, em contato consigo próprio, com suas forças internas, tem mais condições de enfrentar a vida.


Longe de ser um livro de fácil leitura, nem por isso merece ser deixado de lado. A sugestão é ir lendo aos poucos. Refletindo, sentindo. Despertando La Loba que existe em você.


Ao apresentar suas histórias, colhidas ao longo da vida, essa cantadora nos convida a conectarmos, mesmo sem querer, com nossas memórias. Afinal, quem de nós já não se deparou com um Barba Azul ou um Patinho Feio em algum lugar?


Livros como este, que estavam adormecidos há tanto tempo, são uma oportunidade para pensarmos como ainda hoje as mulheres são silenciadas em suas formas de expressão, e deixam de usufruir de saberes e possibilidades para se colocarem no mundo.



Um livro perfeito para iniciarmos o questionamento sobre muitos dos desafios que as mulheres continuam a enfrentar ainda hoje, sejam eles nos ambientes familiares ou profissionais.


Vale lembrar que, embora seja um livro dirigido para mulheres, pode ser lido por qualquer pessoa que se interesse em pensar as questões subjetivas.


Em tempos tão pouco valorizadores de saberes antepassados, Mulheres que Correm com os Lobos é um convite para que cada vez mais e mais pessoas reconheçam que nós, principalmente mulheres, somos muito mais do que nosso corpo físico pode nos oferecer.


Um convite a entrarmos nos nossos sentidos, com nosso sensível, com os afetos que habitam cada um de nós.

Para saber mais:


ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem - 1a edição. Rio de Janeiro: Rocco, 2018.


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Marisa Mendes | Psicologia | CRP 05-16481

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